Sobre a inércia diante do caos

 

Quando resolvi criar este cantinho, jamais imaginei que o nome que daria a ele seria tão coerente. Coerente com tudo, quero dizer. Com minha cabeça, e com o mundo em que eu vivo. Honestamente, eu sei que a vida é feita de desafios e novas experiências a cada dia e que temos que lidar com tudo de cabeça erguida e postura firme, mas há alguns períodos em que eu gostaria de me enfiar embaixo do edredom (num ambiente refrigerado, obviamente) e só sair depois que tudo tiver passado. É claro que isso é ilusão e que eu não posso fazer nada parecido, primeiramente porque meus problemas não se resolvem com mágica, e segundo porque eu tenho responsabilidades comigo e com outras pessoas. Portanto, não posso me esconder.

Acontece que, neste exato período, o que está rolando na minha vida é (e agora vem a lista):

1. Calendário acadêmico destrambelhado – graças à greve de 4 meses do ano passado, eu estou em pleno mês de julho tendo aulas (inclusive aos sábados), e só terei férias de novo em outubro (e assim por diante, tudo desorganizado). O que isso causa? Primeiro, inveja de todo mundo que está de férias agora e que tem seus calendários acadêmicos devidamente organizados; segundo, dá uma tristeza, porque aparentemente, o calendário só vai normalizar quando eu estiver me formando (o que é uma tristeza ainda maior, mais nostalgia, na verdade, e papo pra outro post).

2. Estágio – eis a experiência nova do momento. Pra uma pessoa que nunca trabalhou na vida, de repente estagiar E ter aulas em DOIS turnos todos os dias virou uma experiência de amor e ódio. Amor porque, bem… Tô ganhando meus dinheirinhos, aprendendo a me virar. Ódio porque eu tive a brilhante ideia de adiantar cadeiras na faculdade, o que me leva ao próximo item.

3. Acúmulo de estudo/trabalho – pois é. Ter aulas todos os dias pela manhã e pela noite, E estagiar. Fora que o estágio fica do outro lado da cidade, e a faculdade e o trabalho ficam longe de onde eu moro. Nunca detestei tanto o trânsito de Recife na vida como agora, e junto com ele, o sistema precário de transporte público. Além desse desconforto (e olhe que eu sou cara de pau e consigo muitas caronas pela vida), cabou-se o tempo pra estudar. E assim, vou acumulando meus trabalhos, minhas matérias, meu lazer (saudades da época em que podia me dar o luxo de ler livros cuja temática passava longe do mundo jurídico) para depois, e nunca dá pra desacumular, porque sempre tem mais. 

4. Falta de tempo – este item é uma continuação do anterior, mas o foco é outro. Nessa falta de tempo, acabou que eu não estou conseguindo, no momento, fazer minhas atividades físicas (além de estar constantemente doente, vale salientar!!!), o que é de extrema importância pra mim (quem me conhece sabe, e sabe também a fera que eu viro com energia acumulada…), e isso resulta num caos interior total, como se não bastasse o exterior.

Então, depois dessa exposição, constatei que: tenho tanta coisa para fazer que acabo não fazendo nada. Isso, simples assim. As atividades se embaralham de tal modo na minha cabeça que eu termino sem conseguir focar em uma de cada vez e, assim, terminar todas. Porque isso é impossível. Cada vez que penso em terminar uma atividade, me aparece outras três no lugar. E, veja, estou escrevendo este texto agora, quando deveria estar dormindo (convalescência…) ou estudando pra prova de quarta-feira. E o que eu estou fazendo? Desabafando. Virtualmente. Fuck logic, eu sei. Agora, devidamente desestressada (ao menos literariamente), vou dormir, que amanhã é sábado e já tem aula…

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